Explicar Demais: Como o Gaslighting na Infância Molda Comportamentos Adultos

Às vezes, a gente fica nessa de explicar tudo até o último detalhe, tipo achando que se não fizer isso, ninguém vai acreditar no que eu tô dizendo. Ou quando precisa dar um não, logo em seguida vem um monte de justificativa, com medo de que o outro ache que é mentira ou sei lá. Isso não é só mania, pode ser coisa que veio da infância, em casa cheia de manipulação emocional, sabe? Tipo, família complicada onde tudo era bagunçado.

Eu lembro de umas histórias que ouvi, lares onde a realidade era toda torcida, e isso faz a pessoa duvidar de si mesma. Imagina uma criança vendo o pai chegando bêbado, ou o que for, e quando fala algo, ouve que não viu nada, que tá imaginando. Esse gaslighting aí… planta uma dúvida que dura pra vida toda. No final, vira essa vontade de overexplain, explicar demais pra se proteger. Não sei se é em todo mundo, mas em umas famílias brasileiras é comum, especialmente com o álcool rolando solto.

O Que É Gaslighting e Como Ele Começa na Infância?

Gaslighting é quando alguém te faz duvidar da tua própria cabeça, da memória, do que você viu com os olhos. Segundo essa matéria da Medical News Today, eles negam coisas óbvias, diminuem o que você sente, ou mudam o assunto pra te deixar perdido. Em família, é pior porque a criança depende dos pais pra entender o mundo… e se eles mentem, ferrou.

Pensa num pai alcoólatra que esconde as garrafas, e a criança pega no flagra. Aí vem o “você não viu nada disso” ou “tá na tua imaginação”. Aos poucos, você começa a achar que tá louco, mesmo vendo claro como o dia. Aqui no Brasil, o alcoolismo pega todo mundo, de pobre a rico; o Ministério da Saúde fala que uns 12% dos adultos bebem demais, e isso bagunça a cabeça das crianças em casa. Ah, e tem vários jeitos: negar o que rolou, esconder info, fazer pouco dos sentimentos, desviar o papo… frases tipo “tu é criança, não entende porra nenhuma”. Isso corrói a confiança, e na vida adulta, a gente compensa explicando tudo sete vezes.

Os tipos vão desde negar o fato até estereotipar a pessoa como maluca. Em lares instáveis, é constante, e molda como a gente fala depois. Eu acho que é por isso que muita gente no trampo ou em rolo amoroso fica nessa de detalhar demais…

Exemplos Cotidianos de Gaslighting Familiar

Numa família, o vício escondido em frasco de desinfetante ou algo assim ridículo. A criança acha, e o pai diz “eu tava só limpando a casa”. Repete isso anos a fio, e pronto: a guria ou o guri aprende a duvidar dos olhos. Depois, adulto, em reunião de trabalho ou briga com parceiro, explica cada vírgula pra não ser chamado de mentiroso. Coisa louca, né? (E eu já vi isso acontecer com amigos, tipo um cara que contava tudo duas vezes pra não dar treta.)

Estudos sobre trauma de criança, como os da American Psychological Association, mostram que isso fode a autoestima e a forma de se comunicar. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia avisa que mais de 20% das terapias lidam com negação familiar assim. Pesquisas aqui revelam que é comum, impacta geral.

Se quiser pegar mais sobre como isso afeta casais, olha esse link aqui: padrões de comunicação disfuncional em casais. Talvez ajude a ver no dia a dia.

Por Que Explicar Demais É uma Resposta ao Trauma?

Essa mania de overexplain é tipo uma armadura, defesa contra quem questiona tudo que você diz desde pequeno. Em casa alcoólica ou abusiva, a realidade era negada, então o adulto aprende a provar com pilha de detalhes pra não levar gaslighting de novo. Pode vir de família ou de namoro ruim depois, onde usam tuas palavras contra ti.

Pesquisas em trauma mostram que sobreviventes ficam hipervigilantes no papo. Um estudo de 2020 na The Lancet Psychiatry fala que traumas não curados mexem na emoção e comunicação, virando overexplaining. Aqui no Brasil, em família grande ou trampo estressante, é pior porque validação é rara… tipo, você explica o óbvio e parece chato, arrogante. Amigos se afastam, acham que tá subestimando eles. Reconhecer é o começo, e se rolar identificação, dá uma olhada em resiliência mental pra virar o jogo.

Mas e aí, será que todo mundo que explica muito tem trauma? Nem sei…

Estratégias Práticas para Superar o Overexplaining

Dá pra mudar isso com umas práticas que vêm de terapia, tipo TCC, que a OMS recomenda pra traumas. Não é mágica, mas ajuda.

  1. Pratique ser direto no papo: Usa o mínimo de palavras, pergunta pra si: o essencial é o quê? Reduz o blá blá blá e ganha confiança… tipo, antes eu falava tudo, agora tento cortar.
  2. ‘Não’ basta, sem mais nada: Recusa e pronto, sem justificar pra caramba. Você não deve explicação pra ninguém, só pra tua consciência. Com tempo, alivia o peso emocional… eu testei uma vez e funcionou, mas esqueci em outra.
  3. Pergunta se precisa mesmo: Sente vontade de explicar tudo? Avalia: isso é vital pro outro entender? Geralmente não. Mindfulness ajuda a parar o overthinking, como estudos da APA mostram. Uns 70% das vezes, é desnecessário, acho.
  4. Aceita você mesmo: Preocupa mais com o que pensa de ti, não o que os outros dizem. Terapia ajuda a lidar com o trauma raiz; no SUS tem de graça pra isso no Brasil.
  5. Anota as vitórias: Marca quando foi conciso, comemora o pequeno pra fixar o hábito. Simples, mas eficaz… ou pelo menos tentam dizer.

Leva tempo, mas deixa as conversas mais reais. Pra mais hábitos de confiança, vê autoconfiança real.

Impactos de Longo Prazo e Caminhos para a Cura

Gaslighting de criança não para na comunicação; gera ansiedade pra sempre ou autoestima no chão. A PNAD do IBGE diz que 9,3% dos adultos brasileiros têm ansiedade de coisa passada, muita vez família disfuncional. Coisa séria, impacta o dia todo.

A cura é reconhecer que overexplaining é marca de trauma, aí reescreve a história. Terapias como EMDR funcionam pra isso, a OPAS aprova. Junta com diário pra processar memórias… no final, liberta pra conexões verdadeiras. Você merece ser ouvido sem forçar. Experimenta: próxima conversa, fala menos, confia mais. Com o tempo, a bagunça da infância vira papo equilibrado, melhora vida pessoal e trampo… mas e se não der certo de primeira?

Se quiser mais sobre insegurança, olha sinais de transparência em rolos.

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