lá tava eu em 78, no parapeito daquela varanda no cinema abarrotado, lanterna me cegando, plateia toda empolgada com a meia-noite do Rocky Horror Picture Show… boato rolando que uns doidos tavam correndo de cueca por aí. Nada de fã-clube organizado, só uns nova-iorquinos aleatórios, tipo uns 20 ou 30 malucos pela noite, pelo que era sensual e sombrio – e eu no meio, vestida pra matar, dando o que seria o start do cosplay que pegou décadas depois. Sensual sim, ousada talvez… pairando lá em cima.
Uma mina na plateia olhou pra mim e falou pro cara do lado: “não sei se é homem ou mulher, mas tô dentro”. Na hora eu tava confusa com quem era mesmo, mas vi ela com aquela camisa preta, mãos rosa bordadas nos peitos tipo cup… uau, atitude pura! Eu era exibida mas no fundo tímida, introvertida que nem eu. Confiança dela era tipo 100%, nunca vi igual.
A Conexão Instantânea que Transcende o Corpo
Olhei e pensei: preciso dessa coragem, dessa ousadia toda… mesmo eu seminua ali, corpo fluido de gênero, ela era mais valente. Fui tipo mariposa pra luz. Apresentaram a gente e pronto, amor na hora – romântico, eterno, criativo. Chamamos de “Bub”, ela minha Bub, eu dela. Intimidade mental, né? Nada físico, transcendendo corpo… amantes no jeito que só mulher faz, mente pura, êxtase relacional. Inspirava criação, levava pra estratosfera. Como sinais de um relacionamento verdadeiro, autêntica pra caramba… aqui no Brasil a gente chama de alma gêmea platônica, sei lá.
Estudos da American Psychological Association falam que amizade profunda baixa estresse, solta oxitocina – abraço em hormônio.
No Brasil, IBGE mostra isolamento batendo em milhões, depressão subindo… uma Bub cura isso natural. Eu com 18, ela 21, fugindo do script: casar homem, filhos… a gente fez mas era “asexuais românticas”, termo que nem existia direito. Divertidas, à nossa maneira. Amizades normais somem, mas Bub volta… sem substituta.
Amizades que Curam: Evidências Científicas
Reencontro Após Tempestades da Vida
Contato rolando por divórcios, câncer, pobreza – altos baixos da vida. Amor só na Bub. Mudei pra Flórida perto dela, sabedoria acumulada: expectativas sociais são furada, perda de tempo. Sem arrependimento… trouxe uma criança pro mundo, maior criação minha. Fugindo pro Oregon depois, nova vida… mas Bub na Flórida, falava todo dia. Oregon flopou: depressão, chuva o tempo todo, sem-teto pra todo lado. 2020, Covid… ela: “tem quarto aqui sempre”. Sagitariano ama liberdade mas Bub salvou. Cruzei país com gato Lucifer, caí em South Florida como anjo. Casa na hora. Apartamento artístico meu, privacidade de volta – medo de roommate? Someu. Tipo aqui no Brasil, quando a gente foge pra praia fugindo de tudo…
Hoje moro com melhor amiga até o fim. Textos dela da cama: “pronta pro Alejandro’s?” Cozinha nossa, café anos 50. Ela pro trabalho como diretora funerária, eu escrevendo. Jantares, TV, abraços dançantes… Whos de Whoville. Rimos pros sete “Tuppies” (nossos bichos). Casa é Tuppington Castle. Veja resiliência mental – transforma ruim em bom.
Por Que Amizades Profundas São o Verdadeiro Amor?
Por que amigo não casa? Benefício só pra físico? Se casássemos, fingir gay… nada bate Bub. Tem melhor amiga que te eleva? Mora com ela, ignora julgamento. Amor não é só romântico. OMS diz conexões fortes previnem loucura, pós-pandemia pior. Conselho de Psicologia fala apoio social essencial. Intimidade física boa se rolar, mas amor é amizade top: confiança, sem ciúme. Bub é isso. Vou comprar ingrediente pra sopa dela… foto de gato: “te amo”. Vida curta, mora com quem ama. Te amo Bub. Como liberdade em relacionamentos ou ajudar amigo depressivo, ela faz todo dia. Estudos tipo Holt-Lunstad: laços fortes dão anos extra. Aqui na correria brasileira, Bub é âncora… será que eterno mesmo? Desafia norma, platônico salva.







