Eu tava lá, deitada no chão fazendo esse exercício de tocar o corpo todo… braços, pernas, rosto, mas pula a barriga né, porque nojo total. Aí veio a voz da minha filha de 12 anos na cabeça: ‘mãe, posso beijar sua barriga?’. Chorei pra caramba, tipo alívio mesmo, porque aquilo mudou tudo de repente.
A Luta Interna com a Imagem Corporal
Trabalho como terapeuta em intimidade e tal, ensino aceitação do corpo faz tempo, uns anos já. Mas confesso pras minhas filhas – elas adolescentes, uma de 12, a outra mais velha – que me sinto uma impostora total. Parei de malhar quando tava terminando um livro, não voltei mais… amava o corpo em geral, mas essa barriga mole, fofa, imperfeita, odiava mesmo. Falei pra elas esperando um colo, mas os elogios delas entraram por aqui saíram por ali, sabe como é.
A caçula começou com ‘mãe posso beijar sua barriga?’, sorriso enorme, inventou um jogo fofo. A mais velha entrou na onda com ‘ataque surpresa na barriga’, carinho do nada. No começo ri muito, depois cansei daquela zoeira constante, comecei a fugir.
Um dia perguntei pra menor por quê tanto isso… ela: ‘quero que tu ame tua barriga como eu amo’. Ficou ecoando, mas só pegou força depois, num momento aleatório. Lembrei de uma vez no carnaval aqui no Rio, todo mundo se achando perfeito na praia, mas ninguém é né… pra mais sobre autoconfiança real, tem uns hábitos da ciência que ajudam.
O Exercício de Toque Consciente Não Sexual
Fiz isso numa sessão de auto-desenvolvimento, 15 minutos tocando o corpo sem ser nada sexual – só sentir sensações, áreas com roupa ou pelada, registrar no cérebro o que rola, curtir mesmo. Evitei a barriga de propósito, óbvio. Mas a técnica força tu a encarar… ‘tá bom, vou lá’. Passei a mão de leve, senti moleza, fofura, nojo puro: ‘aff, que horror’. Aí a voz da filha de novo… lágrimas rolaram, amor dela reescreveu o papo negativo na minha cabeça, tipo update no pc.
Esse self-touch exploratório é brabo nas terapias do corpo, reconecta sem julgar aparência. Neurociência fala que toque solta ocitocina, aquela do apego, baixa estresse, melhora como a gente se vê. Aqui no Brasil, com praia, carnaval, pressão por corpo perfeito é insano – uns 80% das minas se cobram demais, acho.
Desafios da Imagem Corporal na Sociedade Atual
Ensinar imagem corporal pras filhas é osso duro. Evito TV comercial, revista boba, falo das mensagens tóxicas que martelam beleza irreal pra mulher e homem. Cansa essa cobrança toda. OMS diz que saúde mental pega 1 em 8 pessoas no mundo, tipo distúrbios de corpo, e no Brasil é parecido aqui.
Conselho de Psicologia CFP liga insatisfação corporal a ansiedade, depressão comuns por aí. IBGE tem pesquisa mostrando milhões afetados nessa parada. Olha num shopping ou praia: quantos são ‘perfeitos’? Dá humildade e esperança ao mesmo tempo… observa a diversidade real, muda a perspectiva.
Numa tangente rápida, lembrei de um amigo que viajou pra Europa e voltou dizendo que lá ninguém liga tanto pro shape, diferente daqui.
Como Aplicar na Prática: Passos para Aceitação Corporal
1. Pega os pensamentos ruins tipo ‘barriga horrível’, anota sem julgar.
2. Toque consciente uns 10 minutos por dia, áreas chatas com curiosidade – não crítica.
3. Chama família, divide fraqueza; amor de fora reescreve dentro, como rolou comigo.
4. Corta rede social filtro, vai de body-positive.
Baseado em terapia cognitivo-comportamental, muda pra valer. Pra resiliência mental em perrengues, tem estratégias boas.
Envolvendo a Família no Processo de Aceitação
Minhas filhas mostram que tá rolando algo certo, elas pegaram o lance de amar corpo sem condição. No Brasil família é tudo, usa isso: ritual de abraço, elogio no corpo específico. Modela pros filhos, não reclama do teu corpo na frente deles – absorvem tudo… integra papo de diversidade vendo propaganda na rua.
Reflexão pra Levar com Você
A filhota me cutucou: amor pelo corpo se aprende, reescreve. Toque gentil, apoio de casa… transforma. Tenta hoje: mão na barriga, ‘o que quem me ama diria?’. Melhora imagem, laços, tudo. Se tá nessa, procura pro qualificado, terapia + isso liberta. Mais sobre qualidades raras de autoconhecimento… seu corpo merece, mas e aí, vai tentar ou não sei lá.







