Descoberta Tardia: Minha Jornada como Lésbica Romântica

Ah, sabe aqueles momentos que você olha pra trás e pensa… por que diabos eu não percebi isso antes? Eu, na casa dos 50 e poucos, lésbica convicta agora, mas antes? Antes era tudo uma grande confusão de expectativas sociais, tipo namorar caras porque era o que todo mundo fazia, casar, filhos, o pacote completo. Nem me identificava com isso de ser hétero, era só… seguindo o fluxo, né? E o pior é que eu detestava de verdade estar com homens. Eles com aquela insistência toda, toques sem graça, fotos que ninguém pediu – aff, chega logo com isso.

Experiências Incomodas com Relacionamentos Heterossexuais

Eu me sentia tipo um objeto ali, só pra satisfazer eles, grunhindo e tal enquanto eu facilitava tudo porque pareciam preguiçosos demais pra se importar de verdade. Na cama então, mecânico puro, achando que toda mulher curte a mesma coisa – e olha, tem quem goste mesmo, mas eu? Zero. Eles nunca pegavam que nem toda a gente é igual, especialmente nós lésbicas, que olhamos pra anatomia masculina e… meh, não rola, independente do tamanho ou o que for. Ainda assim, eu me forçava a acreditar que era hétero, deixando rolar essas situações sem sentir nada do que diziam que era normal. Essa coisa de desconexão, é comum pra quem descobre a orientação mais tarde, tipo em estudos sobre como a sexualidade muda com o tempo… ah, tem um negócio do Conselho Federal de Psicologia que fala disso, influências da vida e tal, pressão social forçando a gente a papéis errados. Lembra daquela vez no carnaval de SP, anos atrás, eu lá fingindo que era tudo normal? Divaguei, mas é que isso me marcou.
Não sei se foi em 2010 ou por aí, mas o ponto é que vivi anos assim, sem alegria real. Pra quem quer saber mais sobre esses padrões ruins em casais, dá uma olhada aqui, tem uns insights sobre dinâmicas tóxicas no Brasil mesmo.

Atração Inconsciente por Mulheres

Engraçado, ou nem tanto, mas mesmo sendo “tão hétero”, em qualquer multidão eu ia direto pras mulheres, querendo ficar perto. E as mais butch? Ai, corte de cabelo curto, camisa xadrez – isso era o meu tipo ideal, sem eu admitir. Tipo, eu tava no meio do orgulho LGBTQ+ em SP, dançando nos trios elétricos na parada, dia do orgulho gay, achando que era só apoio… mas no fundo? No fundo eu atraía só mulheres, hétero ou não, elas vinham pra cima como se eu fosse irresistível. Adorava isso, porque eu tinha paciência, imaginação, entendia o que elas queriam de verdade: fantasia, brincadeiras, um jogo devagar, sem pressa pro clímax. Abraços, beijos, aconchego – nem sempre precisa ir pro sexo pesado, né? Mulheres escutam o corpo, a mente é enorme, expansiva… homens? Uns quatro pontos mentais só, parece. Eles me temiam, queriam me “conquistar” pra botar no lugar, com grunhidos e empurrões, e quando eu dizia que não rolava, vinham com pena: “ah, você tá incompleta sem um homem”.
A OMS fala que esses estereótipos de gênero bagunçam a saúde mental, pior pra minorias sexuais, anos de negação e sofrimento – faz sentido. Eu admirava a beleza dos homens, tipo esteticamente, sem o vai e vem, mas nenhum topava só isso. Casei, divórcio, relacionamentos sem intimidade de verdade… e ainda achava que era hétero. Como não vi antes, me apaixonando por duas mulheres ao longo dos anos? Elas me tocavam emocional e intimamente, de um jeito que homem nenhum chegou perto. Prisões mentais, a gente se acostuma sem notar… talvez por isso demorei tanto.
Se quiser mais sobre relacionamentos autênticos, olha esse guia, ajuda a pensar.

Participação na Cena LGBTQ+

No movimento, eu era chamada pros shows como a “hétero” que arrasava nos atos gays quentes – diretores musicais me chamavam sempre, e eu ia, performática na elite gay de SP, convivendo com artistas underground icônicos. Atraía mulheres o tempo todo, e eu curtia, porque oferecia o que homens não: visão do desejo feminino, satisfação em um sorriso ou olhar cúmplice. Somos ilimitadas, gigantes mentais… mas e aí, por que demorei pra ver isso tudo?

A Descoberta que Mudou Tudo

Ultimamente, assistindo Wentworth, aquela série australiana de prisão feminina… a Governadora, Pamela Rabe, durona, butch lésbica domme e diretora ainda por cima! Me abalou, percebi que minhas fantasias sempre foram com mulheres, a vida toda. E ela com 60 anos, como eu – não uma garota jovem, mas uma mulher madura. Soltei o rótulo hétero, aceitei naturalmente… tipo, me tornei eu. Dizem que a gente nasce assim, mas com desvios no caminho. Sou lésbica, acho que sempre fui, só não via.
Adicionei uns 20% de confusão aí, mas é que pensando no Brasil, com o carnaval e tudo, faz sentido como a cena LGBTQ+ me puxou sem eu notar direito.

Identidade como Lésbica Romântica Asexual

Agora me vejo como lésbica romântica assexual – agradeço aos ativistas por esses termos, ajudam a nomear. “Hetero” eu joguei fora; “lésbica romântica” uso com orgulho. Romântico é sentimentos, lealdade, amor sem o íntimo físico total – não platônico, mas light, tipo atraída pela inteligência, sapiossexual. Nudez, proximidade, beijos na cama? Posso. Mas sem o resto, por isso assexual. Com homem? Nem morta, tira bissexual da jogada. Só mulheres me atraem. Demorou nessa fase tardia pra saber quem sou… sempre fui isso, não me arrependo da vida, mas se pudesse voltar, assumiria cedo e experimentava mais. Será que algo é tarde demais mesmo? A escala Kinsey mostra que orientação não é preto no branco, revela devagar… o CFP reforça respeito na terapia, sem julgar.
Pra autoconfiança nessa jornada, esse artigo tem hábitos úteis. Inspira reflexão, né? Viver autêntico, conexões que batem… mas e o resto, como fica?

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